Na sessão da Câmara, desta segunda, 25.11.19, novamente os vereadores expuseram os problemas reais e os conflitos de posições e opiniões sobre a realidade do Município.

A maior polêmica continua sendo o abastecimento d´água

Enquanto alguns vereadores registraram o agravamento no abastecimento de água, além dos bairros e regiões distritais, agora também vem atingindo o setor produtivo, é o caso dos produtores ou criadores rurais de aves, suínos e gado leiteiro. Registraram que, especialmente, nos finais de semana estão tendo dificuldade de entrar em contato com os funcionários plantonistas do Departamento de Abastecimento da Municipalidade que é a responsável pela manutenção do sistema de distribuição de água que não é atendido pela SENEPAR. Ocorrendo, inclusive, críticas públicas em áudio à funcionário do Departamento de água, pelo presidente do Sindicato Rural.

Defensores da situação e a contradição nos privilégios do abastecimento de piscinas:  Alguns vereadores, tais como o vereador Noro e Noal, defenderam os funcionários do Departamento de águas, argumentando que o principal problema é a estiagem. Todavia, uma Lei Municipal de 2018, instituiu um Programa de Fomento para a construção de poços artesianos, quando inúmeros produtores rurais fizeram o credenciamento, ainda no início de 2019, mas até hoje não se tem conhecimento da concessão de tais benefícios aos agricultores. Enquanto isso, alguns produtores vivem angustiados com a espera do “salvador” caminhão-pipa, especialmente, nos finais de semana, ficando assim, na eminência de perder a produção de aves em fase de entrega quando mais precisam de água. A sugestão, há muito proposta, é que pelo menos seja instalado um medidor de registro de consumo de água em cada residência do interior, a fim de que haja um mínimo de controle e consciência, afinal deve-se dar o mesmo tratamento aos consumidores do interior com os da cidade, vez que este pagam caríssimo por qualquer vazamento ou desperdício, a não ser aqueles que foram beneficiados com a “bolsa piscina”. É certo que se não cuidar vai faltar.

Indignação com a aprovação da lei de abastecimento das piscinas

Tanto os produtores rurais de aves, suínos e gado leiteiro, bem como moradores de bairros e distritos que sofrem constantes interrupções de abastecimento de água, manifestaram indignação com a aprovação de Lei que regularizou os privilégios dos donos de piscinas e lavadores de carros, que vinham recebendo água de graça e agora continua a receber com pagamento de taxa privilegiada, as quais foram defendidas e aprovadas pelos mesmos vereadores que agora dizem que o departamento de água está “fazendo tudo o que é possível” para atender agricultores que produzem a nossa comida.

Exemplo da “política do pão e circo”

O vereador Edson, ao voltar aos trabalhos legislativo, comparou os atos da atual administração a “política do pão e circo” da antiga política Romana, em que os líderes dão a polução mais carente, mais necessitados, apena “migalhas”, enquanto uns poucos são tratados com “banquetes” e um “circo” de shows e privilégios, citando como exemplo o tratamento e os irrisórios salários pagos os colaboradores da terceirizada Costa Oeste, os quais tiveram seus salários reduzidos a menos de um salário mínimo, enquanto alguns servidores, recebem além dos vencimentos pomposos, centenas de horas extras e indenizações a título de licença prêmio sem contar um mês a mais de recessos por ano. “política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio”.

A polêmica da iluminação das ruas continua

Os vereadores Júlio e Edson, destacaram as inúmeras reclamações de moradores de ruas e bairros sobre a falta de iluminação ou conservação, enquanto outros, entre os quais o vereador Noro, elogiaram e defenderam a iluminação de natal da cidade e dos distritos. A verdade é com os valores das “reformas” da iluminação de natal daria para melhorar e reparar todos as luminárias públicas da cidade, dando assim mais segurança, especialmente aos estudantes e trabalhadores que voltam altas horas da noite, especialmente, das faculdades. Todavia a vereadora Juliana, ao destacar a iluminação de natal, fez um apelo para que a população colaborasse com a destinação do lixo, já que a própria viu a situação que ficou a praça após a inauguração da iluminação, havendo até reparação por parte das crianças. Aliás, tal fato também foi constatado pela folha como pode ser visto pelas imagens.

A surpreendente revelação dos motivos da saída da Secretaria da Agricultura

Não só os presentes na Câmara, como a população ouvinte da Sessão, ficaram surpresos com a revelação do Vereador NOAL, que ao assumir provisoriamente a vaga, revelou que o motivo de sua saída da Secretaria da Agricultura, foi o fato de não concordar com o projeto de Lei que doou mais de 2,5 milhões em horas máquinas a LAR.  Inclusive, argumentando que nunca concordou com tantos incentivos a uma única empresa, que segundo o mesmo já teria recebido perto de 200 milhões, o que representaria 200 mil por emprego gerado, citando, ainda, que outros importantes empreendedores ou produtores como  Fedele Gasperini, nunca recebeu sequer um “saco de cimento”, mas já investiu e contribuiu muito para Santa Helena, não só como um dos maiores produtores rurais, mas também na geração de emprego no comércio, sendo que a Mulher Vilma, foi homenageada, merecidamente, como destaque do ano pela ACISA. Ainda destacou a falta de projetos na recuperação e conservação de solo, especialmente nas área de pastagem, que ao contrário do que dizem, nessas áreas, apenas existe 70% de conservação. Já o vereador Noro, defendendo a LAR, contestou, argumentando que até agora, em valores corrigidos, a cooperativa havia recebido 70 milhões, mas não mostrou as planilhas com a especificação dos benefícios, nem a forma de atualização. Mesmo que fosse, os pequenos industriais e comerciantes, estão esperando a décadas pelos mesmos benefícios, o que vem dar razão ao vereador Edson que o que se pratica na administração é a “política do pão e circo”: para os pequenos “migalhas”, para outros poucos “banquetes”.

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