Na última segunda feira, 16.12.19, a Câmara de Vereadores de Santa Helena, aprovou o orçamento de 2020, o qual prevê o valor 220 milhões, enquanto que o valor do orçamento do vizinho município de Marechal Rondon, com 52 mil habitantes, quase o dobro, o orçamento foi de 219 milhões, sendo que o vereador Júlio chamou a atenção pelo volume de recursos que o Município tem em relação a vários outros da região.

Assim, o orçamento último ano de mandato do atual gestor Zado, o qual foi conduzido pela oposição ao cargo, é 100% maior que 2017, ano em que   Copatti assumiu legalmente como prefeito, cujo orçamento era de apenas 117 milhões.

Comparativamente, Santa Helena teria que realizar ou gerar 100% mais obras e serviços para as famílias que o vizinho município de Rondon, pois segundo o IBGE em Santa Helena existem, aproximadamente, 9 mil domicílio, enquanto que Rondo existe, exatamente o dobro, 18 mil.

Também Santa Helena teria que gerar mais empregos privados. Mas segundo o Cadastro de Empregados (CAGED), nosso Município apenas tem aproximadamente, 4 mil empregos com carteira assinada na iniciativa privada, sendo que mais de 1 mil são terceirizados, enquanto que Rondon chega 15 mil, quase 4 vezes mais.

A mesma situação se repete com Medianeira, quem também tem quase o dobro da população, cerca de 46 mil habitantes, mas apenas tem um orçamento de Municipal de 176 milhões, menor que Santa Helena, todavia gera quase 17 mil empregos privados.

Se fossemos distribuir os 220 milhões do orçamento ou receita que a prefeitura tem de previsão para receber em 2020, para cada uma das 9 mil família ou domicílio de Santa Helena, sobraria mais de 24 mil, ou seja, 2 salários mínimos mensais, quando a média de salário na iniciativa privada dos 4 mil empregados com carteira assinada, é de 1,3 salários mínimos.

A conclusão, por mais que se queira amenizar, é que os administradores públicos de Santa Helena, estão mais preocupados com “shows e pirotecnias” do que na geração de empregos e renda, preferindo manter a população dependente da prefeitura, ou seja “cabresto” ou ainda, mendigando “migalhas”. Todavia, Remédios é que também não vão faltar, pois Inúmeras licitações de medicamentes foram publicadas no Diário Oficial de 17.12.19, são mais de 664 mil de aquisições em remédios para atender a farmácia básica central, unidades de saúde e pronto atendimento. As queixas quanto a sua falta devem diminuir, especialmente em véspera de eleições.

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