O Novo Pronto Atendimento que está sendo construído na Rua Ângelo Catani, ao lado da Rodovia, licitado, ainda em 2017 pela administração Copatti, com homologação em 15.05.18 e assinatura de contrato em 4.06.19, com a Empresa LOWE CONSTRUÇÕES CIVIS EIRELI, cujo prazo de conclusão era para ocorrer ainda em 04 de junho de 2019, já está com atraso de mais de 4 meses e, a última previsão de conclusão, está prevista para dezembro de 2019.

O valor inicial da obra era de R$ 1.576.327,74, mas já foram realizados aditivos de prazo e de valores de mais de 300 mil e hoje o valor atualizado consta em R$ 1.868.854,23.

Embora, a nova previsão para término do Novo Pronto Atendimento, seja para dezembro, é certo que inúmeros outros entraves vão surgir para que esteja efetivamente disponível para a população.

É que, além da necessidade de novas licitações para seu funcionamento ao público, tais como móveis e equipamentos que, certamente demandarão valores significativos, também existe o problema da localização da estrutura ao lado da Rodovia, situação que dificultará muito o acesso, tanto de paciente como de veículos e, certamente necessitará de inúmeras adequações na Rodovia, especialmente com faixa de pedestres elevadas, uma vez que, atravessar a Rodovia, com o intenso movimento que vem aumento a cada dia, será um exercício de paciência e de risco constante.

O Novo Pronto Atendimento, vem sendo reivindicadas por toda a população a várias décadas, uma vez que, Santa Helena é um dos poucos Municípios que não tem uma estrutura descente e adequada para o atendimento à Saúde.

O Posto Central de Saúde, que hoje serve ao Município, é uma das primeiras estruturas e tem sofrido dezenas de reformas sem qualquer solução que possa propiciar aos pacientes uma atendimento digno com pelo menos uma sala de espera ou salas adequados para atendimentos emergenciais ou de médicos especialistas.

Apesar do Município ter um dos maiores gastos com a Saúde Pública dos Municípios da região, com previsão de mais de 33 milhões de orçamento, mesmo assim a principal queixa, em todas as gestões, é com a saúde, pelo que não é difícil concluir que existe deficiência na sua administração e gerenciamento.

São apontados como os principais problemas, a falta de uma centralização da gestão, a terceirização sem comprometimento, em todos os campos da saúde, mudanças constantes dos gestores por indicações e sem especializações em gestão de saúde, bem como os “passeios” dos doentes em buscas de especialidades em outros centros, os quais consomem vultosas somas no transporte, diárias, logísticas no deslocamento que, mesmo que atendidas, geram insatisfação da população, dos familiares e principalmente dos pacientes, devido ao desgaste e condições dos transportes, sem contar que o Município tem que manter uma das maiores estruturas de transportes da região, inclusive, recebendo novas viaturas do SUS para fazer frentes as demandas.

Assim, com o Novo Pronto Atendimento que, certamente, seu real funcionamento se estenderá para 2020, véspera de mais um novo pleito eleitoral, todos esperam, com a nova estrutura, um atendimento mais eficiente e digno no setor da saúde.

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