Na última sessão da Câmara (16.09.19), houve uma indicação de vereador, para elaborar projeto a fim de construir uma cobertura sobre a Av. Brasil, entre as praças Orlando Weber e Antônio Thomé, no trecho central, entre a Av. Curitiba e Arnaldo Busato.

A sugestão ou indicação não é original, vem desde a administração do segundo prefeito eleito pelo voto direto, o qual até chegou a apresentar um projeto com cobertura de zinco, mas que, prontamente foi desaprovada pela população pelo improviso, sendo que o mesmo prefeito, no final da gestão instalou super postes de luz no meio da Avenida, os quais posteriormente foram destruídos por batidas de veículos e os que sobraram, retirados.

A discussão e polêmica envolvendo, praticamente, todos os vereadores na Seção Legislativa, com argumentos a favor e contra, dependendo da visão ou ponto de vista, são todos procedentes. Para alguns o fechamento de mais uma rua, na verdade a avenida principal e central, como ocorreu com a Rua Paraguai, prejudicaria ainda mais o comércio e dificultaria a circulação dos veículos, pois veículo teria que subir ou descer duas ruas para chegar a continuar na Avenida Brasil, ou na Rua Paraguai, que já está interdita na frente do prédio da Prefeitura.

Para os que defendem a construção, argumentam que, além de uma espaço cultural e de eventos, também poderia abrigar a Feirinha dos Produtos Coloniais.

Todavia, o problema de Santa Helena, não é construir ou não construir, pois como um vereador argumentou “existe dinheiro sobrando”, mas sim o fato de que, quase todo prefeito, às vésperas das eleições ou no final da gestão, sempre quer imprimir sua marca pessoal e, de preferência não deixar recursos para o próximo gestor, exemplo não faltam: projetos de praças, da Rua Ângelo Cattani, da Rua Biesdorf, Portais e tantos outros.

Nos pronunciamentos, apenas um vereador teve um lampejo de visão, quando salientou que “não é uma questão de ser contra ou a favor” mas que no Município nunca houve a preocupação em contratar um urbanista especializado para estudar, planejar e discutir, verdadeiramente, com toda a sociedade, pessoas envolvidas e Conselho de Desenvolvimento, um projeto global da cidade, estratégico para o futuro, como fez, por exemplo, Maringá, uma das dez melhores em mais bem planejada cidades do Brasil, atualmente, praticamente, gerida pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Município, o qual já tem todos os projetos estratégicos até 2040, com o diferencial, que todos os prefeitos seguem. Assim, por falta de visão de nossas lideranças, vamos arrancando árvores, destruindo praças, removendo asfaltos, abrindo e fechando ruas, construindo obras improvisadas e em seguida  removendo ou reformando tudo, afinal “existe dinheiro sobrando”, especialmente para contratar dezenas de projetos isolados, cuja maioria não são executados e, que raramente são discutidos com as pessoas ou comunidade atingidas ou, ainda, são apresentados como definitivos em audiência pública, convocada na véspera ou via Diário Oficial, apenas para cumprir a exigência legal.

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