Informações exclusivas, obtidas pelo Portal da Transparência da Folha, dão conta de que, há meses a atual gestão, vem planejando ações para, também, terceirizar a maioria dos procedimentos da saúde, só que agora vai mais além com a doação ou concessão de equipamentos médicos, veículos e outras estruturas públicas.

Já está pronto projeto que pretende dar em Comodato ou Cessão de Uso, a “hospitais”, inúmeros equipamentos médicos adquiridos pelo Município, inclusive novos, licitados por mais de 100 mil reais e que, depois de quase um ano, ainda se encontram sem uso em depósitos.

Todavia, a grande dissimulação do projeto, é que permite o Comodato ou Cessão de todo e qualquer equipamento, inclusive, veículos e estruturas públicas e, certamente será encaminhado para votação dos vereadores em regime de sessão extraordinária, evitando assim polêmicas ou questionamentos, pois com a maioria, a aprovação será certa.

O projeto que conta com a pressão de assessorias externas, tem destinação certa,  que são os hospitais , “ditos de filantrópicos”, ou os tais “institutos”, que há muito estão proliferando e, sob a fachada de Organização sem Fins Lucrativos, as tais “ONGs”, se habilitam junto as prefeitura, especialmente, as que tem Royalties, para receberem milhões, apenas para intermediar ações ou serviços, com todos os custos pagos pelo contribuinte, inclusive, com a cedência gratuita de equipamentos e ou estrutura do Município, bem como a ingerência política.

Tais projetos gestados nas “grotas” políticas, quase sempre tem assessorias externas “pro- bonus” ou outros interesses escusos, pois incluem na redação do projeto de lei, toda sorte de benefícios e facilidades que possibilitam manipulações e direcionamentos, inclusive servindo como fonte de empreguismo transversal político.

Prejuízos milionários ao longo da história de Santa Helena.

Como as últimas gestões, vem praticamente estourado os limites da folha de pagamento de pessoal, a saída foi terceirizar toda sorte de serviços, com a utilização de centena de milhões de recursos dos Royalties, para essa “ONGs”, também conhecidas como “organizações tabajara”, pois fazem questão de constar em seus “estatutos” que podem atuar em dezenas de atividades, especialidades ou ações.

Apesar das centenas de milhares de reais de prejuízo que o Município, leia-se, contribuinte, já sofreu com a contratação dessas “organizações”, como aconteceu com as indenizações trabalhistas do “instituto confiance”, até agora, não se tem conhecimento que, algum centavo tenha retornado ao cofres ou que essas “ONGs”, tivessem ou tenham patrimônio para serem responsabilizadas, muito menos, há esperanças, que a maioria dos vereadores vá rejeitar o projeto, já apelidado de “pro bonus”.

Resistência ao projeto pode gerar demissões e retaliações.

Informações, também, dão conta de que, estaria havendo algumas resistências no setor de saúde, quanto as ações que visam esvaziar o controle e atividades dos serviços de saúde, uma vez que, os poucos equipamentos médicos adquiridos e existentes, são essenciais ao atendimentos, especialmente para viabilizar o novo Pronto Atendimento que está em fase de conclusão.

Mas isso não conta para quem pensa em acomodar interesses políticos para as próximas eleições, nem para as assessorias externas “pro bônus”, vez que projetos semelhantes já extinguiram inúmeros cargos efetivos da saúde, mas que foram substituídos, logo em seguida, por agentes inexperientes e subordinados.

É certo que algumas cabeças dos cargos em comissão do alto escalão da saúde, providencialmente, vão pedir para sair ou vão ser pressionadas a sair e, também é certo que, o setor de saúde, o qual tem o maior orçamento e, é considerado o termômetro mais sensível eleitoral, precisa acomodar pessoas de “confiança”, de preferência “cordeirinhos” ou apoiadores incondicionais.


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