Mesmo completando quase três anos de atraso, após a licitação que ocorreu em 29.11.2016 pelo super valor de R$ 3.259.851,56, promovida em véspera do último dia de mandato do ex-prefeito Juce. A obra encomenda da Praça Santos Dumont, mais conhecida como a Praça do Redondo, mesmo estando no início das obras e com meses de paralização e atrasos, foi novamente agraciada com um reajuste de 13,25%, ou seja, R$ 431.922,20 a mais, chegando ao valor milionário da reforma da praça em R$ 3.691.773,71.

A polêmica e as contestações vem desde o início, não só a respeito dos  projetos medíocres da praça, mas também pela falta de consulta efetiva a população do Bairro da Baixada Amarela, pela destruição de todas as árvores cinquentenárias, bem como pelas suspeitas de favorecimento, que inclusive, gerou a revogação do contrato inicial por interesse público pelo ex-prefeito casado pelo grupo, tendo em vista inúmeras irregularidades, vez que outra empresa participante, mas excluída na última hora, havia feito preço inferir no valor de R$ 369.169,30.

Mesmo assim, logo que o vice Zado, assumiu, conduzido pelos vereadores apoiadores do ex-prefeito Juce que havia licitado a obra na véspera do final do mandato, fez um acordo com a empreiteira vencedora LOVEMETAL SERVIÇOS METALURGICOS LTDA-ME e retirou a ação da justiça, autorizando o início da obra, sendo que o primeiro ato foi a destruição de dezenas de árvores cinquentenárias, algumas plantadas pelos moradores da Baixada Amarela.

Há poucos dias, com o registro de uma ventania, todos os tapumes que fechavam o local da obra, vieram abaixo e expuseram ao público que, praticamente não havia qualquer obra, a não ser uma pequena construção iniciada nos fundos, a qual seria a administração da praça, sendo que o restante da praça estava deserta de projetos ou obras.

Assim o projeto da praça do Redondo, que apenas contempla uma quadra de tênis, quadra poliesportiva e de vôlei, todas descobertas que vão ser usadas a sol a pino, até o momento, passados quase 3 anos, com apenas a sala de administração iniciada, já custará o valor milionário de R$ 3.691.773,71, beneficiando a construtora com mais R$ 431.912,20 sem qualquer benefício ou uso do bem público pela população. Assim, cada uma das três pequenas quadras projetadas custará a “bagatela” de mais de 1,2 milhões de reais, quando quadras realizadas por vários municípios custaram menos de 300 mil, algumas, inclusive cobertas e com iluminação e é claro, com árvores preservadas, fazendo sombra e protegendo os atletas. Sendo que além do reajuste, o prazo de 8 meses para a execução da obra, foi prorrogado para 09.09.2020, véspera das eleições.

A continuar nesse ritmo, provavelmente mais aditivos serão acrescidos até sua conclusão. Lembrando que a empresa “vencedora” da licitação, bem como seu grupo de empresas, segundo o próprio site da Transparência da Prefeitura, é uma das maiores fornecedoras do Município e, já recebeu por obras e prestação de serviços, mais de 15 milhões de reais nas duas últimas gestões, sendo que nesta última, a soma ultrapassa a 10 milhões de reais. Observando ainda, no próprio site, que a maioria das obras e serviços, estão com suas execuções atrasadas com prorrogação de prazo de conclusão e, muitas complementadas com aditivos, como o da praça do “Redondo” em questão.

Com a palavra a Comissão de Fiscalização de Obras da Câmara de Vereadores ou do Tribunal de Contas, embora já exista um movimento para ingresso com uma Ação Popular, afinal só de obras com preços aditivados, não acabadas, atrasadas e de projetos contratados e não realizados, já daria uma boa ação.

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