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Os cidadãos santa-helenenses estão se deparando, quase que diariamente, por abordagem de supostos pesquisadores de agências, inclusive por telefonemas disparados por assessorias de gabinetes, querendo saber, por exemplo, como foi ou está o atendimento na saúde ou se foi atendido pela prefeitura sobre serviço específico já prestado pelas secretarias da prefeitura, demonstrando que o “pesquisador”, já tem os dados ou teve acesso a arquivos cadastrais do Município.

A folha teve acesso a esse tipo de abordagem por informações de cidadãos que foram entrevistados, os quais relataram que no início do mês, uma equipe desses supostos pesquisadores, vestidos de coletes azuis, estavam na praça central, em frente à casa de artesanato, na feirinha da praça, numa quarta-feira, por volta das 17 horas, abordando as pessoas da feira e que esperavam o ônibus, os quais foram questionados: “como estava o atendimento na saúde e se o prefeito investiu o suficiente, se deveria investir mais no setor ou se foram bem atendidos”.

O estranho é nos “coletes azuis”, dos supostos pesquisadores, não constava nenhum nome da agência de pesquisa.

 Da mesma forma, vários santa-helenenses denunciaram que estão recebendo constantes ligações de assessorias de gabinetes, pedindo informações sobre o atendimento que recebeu na saúde, concluindo o cidadão que recebeu a ligação que, quem ligou, teria sua ficha do atendimento do posto de saúde, pois sabia qual o atendimento recebido por ele, também sabia do procedimento que tinha feito com o médico.

Se tal situação se confirmar, é muito grave, pois pela denúncia do cidadão, agentes públicos estariam, não só violando a privacidade dos dados do paciente, obtendo informações pessoais, bem como utilizando de tais informações para fins políticos, pois nitidamente objetivavam “sondar” a posição do cidadão como eleitor, pelo menos foi isso que o cidadão sentiu.

Diante de tão grave situação e, como estão em andamento várias outras pesquisas, a maioria com intuito de identificar posições políticas, o mínimo que o cidadão deve fazer é cuidar com as respostas. Sendo o conselho não responder, especialmente quando o “pesquisador” não se identificar ou tiver alguma ligação com o poder público municipal e as perguntas se referirem aos serviços ou programas públicos. No mais, jamais informar seu endereço, dados pessoais ou telefone, pois dependendo da resposta, poderá ser discriminado ou até perder benefícios públicos, tais como: pedras britas, horas máquinas, distribuição de remédios, cestas básicas, auxílio moradia e outros programas de última hora ou serviços que o Município deveria prestar por obrigação e não por opção política. Fique de olho!

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