Apesar de alguns vereadores destacar a importante reunião ocorrida no Município para buscar soluções sobre as deficiências do fornecimento e infraestrutura da energia fornecida pela Copel, é quase um consenso, que desde antes e mesmo após o funcionamento da maior usina de produção de energia do mundo, Santa Helena não foi beneficiada com uma energia de qualidade.

Somente a pouco tempo foi instalado novos geradores e uma subestação com maior capacidade de distribuição e fornecimento de energia a indústria, comércio no município. Todavia, o setor da agroindústria, que evolui muito em tecnologia e produção nos últimos anos, tem sofrido muitos prejuízos com a baixa qualidade e potência da energia.

Inúmeras ações judiciais e extrajudiciais já foram vencidas, mas isso não compensa nem os prejuízos, nem os transtornos do setor agropecuário que precisa de um fornecimento de energia de qualidade para produzir e manter com qualidade a produção da avicultura, suinocultura, estábulos leiteiros, irrigação de solos e toda uma estrutura de máquinas e equipamentos necessários a movimentar a produção.

Todavia, além de não ter energia de qualidade, para o suprimento e segurança, precisam investir vultosos recursos com geradores, praticamente mantendo um sistema de energia própria com investimentos que podem chegar a 100 mil reais, aumentando os custos da produção e, é claro, os riscos de produtividade.

Assim, não bastam reuniões e conchavos de políticos, Santa Helena há muito já merecia ter um fornecimento de energia mais eficiente e condizente com os sacrifícios que, grande parte do povo disponibilizou a Itaipu e a própria Copel com alagamento de suas terras, mas que ainda hoje, precisa mendigar, para que sejam atendidas as necessidades mínimas para viabilizar as pequenas propriedades rurais que ainda sobraram.

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